3 de junho de 2026

IA NA ESCRITA DE TEXTOS CRÍTICOS

Numa nova geração em que a tecnologia domina, são claras as tarefas quotidianas que na atualidade podem facilmente ser executadas por máquinas ao invés de pelo ser humano. Aplicamos este facto também à educação e à língua, pois em ambos estes campos vemos uma banalização da ignorância e do desinteresse pelo saber.

São vastas as vantagens e pontos positivos dos textos críticos executados pela IA, sejam eles desde a escrita com maior diversificação de vocabulário, uma melhor estruturação e pontuação até à argumentação mais sólida com ideias simples, mas bem fundamentadas. Não podemos esquecer-nos também de mencionar a rapidez deste recurso na execução de tarefas, crucial numa sociedade tão impaciente como aquela a que somos contemporâneos.
A verdade é que face a todos estes aspetos favoráveis a utilização desta ferramenta para a escrita de textos, vemos que esta tecnologia ainda apresenta alguns pontos negativos, sendo estes por exemplo, a frieza e forma robotizada como o texto é escrito, a falta de originalidade plena, a ausência de contexto emocional, a falta de visão crítica e por fim talvez a mais alarmante, a perda de capacidade de interpretação e de escrita por parte do ser humano.
Em suma, podemos concluir que são diversos os pontos fortes da IA, contribuindo para esta afirmação a sua alta capacidade de leitura e interpretação de padrões e acumular de conhecimento, mas que, contudo, não podemos deixar algo que por nós próprios foi concebido tomar-nos o que temos de mais precioso e que nos distingue de qualquer outra espécie - a capacidade de nos expressarmos, de termos ideias e crenças inerentes e, acima de tudo, de traduzirmos em palavras sentimentos e emoções que uma máquina, genuinamente, jamais conseguirá fazer.
Leonor Sobreira, aluna da turma 10ºC


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